Rampage: Destruição Total (2018)

Por Nagib Salha

Dwayne “The Rock” Johnson é o maior astro de ação deste século. A partir de 2001, com o filme O Retorno da Múmia, o ator não parou de protagonizar grandes sucessos em Hollywood. Escorpião Rei (2002) e Bem-vindo à Selva (2003) colocaram Dwayne na lista dos atores mais carismáticos e bem pagos do cinema. Rampage: Destruição Total é apenas um em uma imensa lista do que está por vir.

Logo após o sucesso de Jumanji: Bem-Vindo à Selva (2017), Dwayne retorna em um longa baseado no game Rampage World Tour de 1997 (o original foi criado na década de 1980). Entretanto, aqui temos as três criaturas gigantes com uma história de fundo, que nos conta a origem de tudo isso. Relevância apenas para o relacionamento entre Davis (Dwayne Johnson) e seu amigo, o gorila albino chamado George (Jason Liles).

A história tem assinatura de Ryan Engle (Sem Escalas, 2014) e foi entregue sob medida ao diretor Brad Peyton (Terremoto: A Falha de San Andreas, 2015). O filme começa bem, com um toque de terror no espaço, onde quase toda a tripulação de uma estação espacial é morta devido a uma experiência importante. Digo isso, pois a voz no comando deixa bem claro essa importância quando diz: “Doutora, sem minhas amostras você não pode voltar a terra”. Dra. Kerry (Marley Shelton), sozinha, deverá encarar de frente “o que deu errado” para conseguir as tão valiosas amostras e salvar sua vida.

Os personagens secundários e o grande protagonista são apresentados logo em seguida. Davis leva para um passeio no setor dos gorilas a jovem Amy (Breanne Hill, que já havia trabalhado com Brad Peyton no terror Dominação, de 2016), Connor (Jack Quaid) e seu parceiro Nelson (P.J. Byrne). Com exceção de Nelson, os outros personagens são irrelevantes. As cenas de humor entre Davis e George são boas, sobressaem.

Em determinado momento, três meteoros caem na terra após uma explosão no espaço (sem spoilers). Após isso, Claire Wyden (Malin Akerman), diretora do laboratório responsável pela experiência no espaço, envia Burke (Joe Manganiello) e Zammit (Matt Gerald) para resgatar as amostras em terra. George é contaminado por uma dessas amostras; e The Rock deve se juntar a Dra. Kate Caldwell (Naomie Harris) para descobrir uma forma de salvar seu grande amigo. Prepare-se para momentos de destruição total, pois outros dois terríveis monstros estão dispostos a passar por cima de tudo até o centro de Chicago.

Um roteiro para filmes deste gênero não pode ser diferente de tudo o que foi apresentado. Humor, personagens carismáticos, sequências de ação realmente impactantes e catastróficas. Brad Peyton fez um trabalho incrível e não economizou no CGI. O tema principal “Destruição Total” foi o ápice do longa e completamente fiel ao game. Ainda tivemos a surpresa de um crossover do personagem Negan da série The Walking Dead (AMC). Parece que Jeffrey Dean Morgan (que interpreta Harvey Russell, agente da DHS) não conseguiu separar-se do cruel (e ótimo) vilão, inimigo de Rick Grimes. Temos um easter egg em sua apresentação no filme, com referência a Liga da Justiça. O ator, junto a The Rock, faz parte do Universo Cinematográfico da DC.

De um modo geral, é tudo que temos para o filme de Brad Peyton, que segue a mesma lista de uma receita de sucesso, inteligente por saber que isso é o suficiente. Criaturas gigantes, diversão e destruição. Você pode achar isso um modelo batido e pode até estar certo, pois um macaco gigante não é novidade. Neste século com The Rock, Rampage: Destruição Total pode parecer mais do mesmo para alguns. Entretanto, garante a diversão em uma noite de cinema com pipoca.

Rampage: Destruição Total (2018) – Título original: Rampage. Dirigido por Brad Peyton. No elenco: Dwayne Johnson, Breanne Hill, Demetrius Grosse, Jack Quaid, Jake Lacy, James Sterling, Jason Liles, Jeffrey Dean Morgan, Joe Manganiello, Joey Thurmond, Malin Akerman, Marley Shelton, Matt Gerald, Naomie Harris, P.J. Byrne e Will Yun Lee. EUA. Duração de 107 minutos.

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