Extinção (2018)

Por Nagib Salha

Antes de falar sobre o novo Sci-Fi, Extinção (disponível na Netflix), vamos pensar naquilo que pode atrair nossa atenção para um filme ou série de TV. Falando por mim, o trailer é sempre o que mais chama atenção. Depois procuramos uma sinopse bem escrita para elevar um pouco a curiosidade. Também procuro verificar produtores, diretores, roteiristas e elenco (esse nem tanto, pois gosto de arriscar em novidades).

Diante disso, Extinção aponta para um filme surpreendente. Como assim? O trailer é interessante e a sinopse curiosa. Temos o diretor australiano Ben Young – que foi muito bem em sua estreia com Hounds of Love (2016) – e Eric Heisserer como roteirista (lembram do ótimo A Chegada, em 2016?). Daí partimos para o elenco: Michael Peña (Homem-Formiga e a Vespa), Lizzy Caplan (Cloverfield: Monstro, 2008), Mike Colter (da série Luke Cage) e Israel Broussard (do sucesso A Morte Te Dá Parabéns, 2017). Além disso, é um filme de ficção científica com invasão alienígena.

Michael Peña é Peter, pai e marido em um futuro desconhecido. Ele tem visões de invasões alienígenas e isso atrapalha seu sono, sua convivência familiar e suas obrigações profissionais. Sua esposa Alice (Lizzy Caplan) e suas duas filhas, Lucy (Lilly Aspell) e Hanna (Amelia Crouch) acabam sofrendo bastante com seus problemas. As visões (ou pesadelos) são recheados de violência, com pessoas inocentes sendo mortas por alienígenas; e edifícios destruídos. Um verdadeiro apocalipse.

Em pouco tempo, uma chuva de alienígenas começa a cair sobre a Terra. O objetivo fica claro: Extinção. Nenhum ser humano deve sobreviver. As visões de Peter tornam-se reais e o mundo inteiro está sob ataque. Para piorar ainda mais, soldados alienígenas são enviados para a aniquilação.

Infelizmente, a trama torna-se previsível rapidamente. Leva o ótimo elenco à uma atuação maçante. A premissa quando interessante, dentro de um roteiro bem amarrado, se mal executada, transforma o elenco – que seria o combustível – em pequenas peças de um motor. Temos uma história com princípio, meio e fim; sem deixar dúvidas no caminho, com um desfecho interessante. Entretanto, na maioria das vezes, a viagem por uma longa estrada vem a ser mais interessante do que o destino final.

De qualquer forma, é um filme com certa atitude, pouco divertido e com bons efeitos especiais. Deixou a desejar na criatividade. Extinção é apenas mais um filme de invasão com um último ato que nos faz reconsiderar a longa estrada percorrida, demonstrando uma possível eficiência (qualidade).

Extinção (2018) – Título original: Extinction. Dirigido por Ben Young. No elenco: Michael Peña, Lizzy Caplan, Mike Colter, Israel Broussard, Lilly Aspell e Amelia Crouch. EUA. Duração de 95 minutos. Disponível na Netflix.

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