Crônicas de Natal (2018)

Crônicas de Natal (2018)

Por Nagib Salha

Kurt Russell acabou de se tornar o melhor Papai Noel de todos os tempos. O ator se diverte o tempo inteiro em uma das mais interessantes interpretações de sua carreira. Os mitos e tradições relacionados a figura mais importante do Natal são encaradas com muito humor pelo personagem e transformam Crônicas de Natal em um filme obrigatório para toda a família.

“Ho-Ho-Ho!” não faz parte das frases de Noel e muito menos a imagem daquele velhinho gordinho nos anúncios de refrigerante (isso o deixa irritado). Sempre encarando com bom humor as dúvidas e críticas, o personagem de Kurt Russel torna-se tão importante que você certamente vai ficar irritado quando ele não estiver em cena. É notável também a referência introduzida pelo diretor Clay Kaytis (Angry Birds: O Filme de 2016) aos grandes clássicos de aventura dos anos 80, principalmente a longas dirigidos por Chris Columbus (produtor deste longa), dando prioridade ao ritmo acelerado e diversão familiar.

Justamente na véspera do Natal, Claire (Kimberly Williams-Paisley), mãe de Kate (Darby Camp) e Teddy (Judah Lewis), não poderá ficar em casa pois fora chamada para trabalhar no hospital (ela é enfermeira), deixando então seus filhos sozinhos em casa no feriado. Teddy tem comportamentos suspeitos e após ser flagrado por Kate, resolve ajudar a irmã a tentar filmar e provar a existência de Papai Noel. A missão acaba dando certo, mas embrulha em papel vermelho um terrível presente de Natal: a destruição do trenó, a fuga das renas, o sumiço do saco de presentes e gorro “mágico” de Noel.

Tudo isso pode causar uma grande tragédia, o Espírito do Natal não pode acabar. Se isso ocorrer, irá desencadear uma sequência de crimes e desordens por todo o planeta. O que vem a seguir é uma noite de aventuras por muitas cidades, quando Kate e Teddy se juntam a Papai Noel, em um bocado de acontecimentos mágicos e muito divertidos para tentar salvar o feriado.

Clay Kaytis nos leva a sequências fantásticas e jamais vistas em filmes do gênero, enriquecidas com ótimos efeitos visuais, que incluem viagens no trenó alucinantes, perseguições em um Dodge Challenger, magias (Noel entrando nas chaminés ou tirando presentes de seu casaco, por exemplo), embate com criminosos (que termina de forma hilária), mensagens bastantes educativas e uma performance de Kurt Russel na prisão simplesmente inesquecível, digna de ser vista inúmeras vezes.

Apesar de tudo, você vai se perguntar sobre alguns estranhos acontecimentos. Exemplo: o saco cai em uma árvore e só aparece alguém para pegá-lo quando Teddy finalmente o encontra? Claire passa a véspera de Natal no hospital e não liga uma única vez para saber como estão seus filhos? Mas, não deixe essas coisas tão pequenas atrapalhar a magia de Crônicas de Natal. As crianças certamente nem irão notar.

Temos aqui um filme realmente encantador com a atmosfera necessária de sentimentos natalinos que o torna agradável para todas as idades. A Netflix acertou! Fez um golaço com o Papai Noel mais legal e subversivo do cinema.

Crônicas de Natal (2018) – Título original: The Christmas Chronicles. Dirigido por Clay Kaytis. No elenco: Kurt Russell, Judah Lewis, Darby Camp, Kimberly Williams-Paisley, Oliver Hudson, Martin Roach, Lamorne Morris e Goldie Hawn. EUA. Duração de 104 minutos. Disponível na NETFLIX.

 

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Sierra Burgess é uma Loser (2018)

Sierra Burgess é uma Loser (2018)

Por Nagib Salha.

A Netflix entrega mais uma comédia high school sólida com bons momentos e boas atuações. Uma mistura bem clara entre A Garota de Rosa Shocking (1986) e sua principal inspiração, o clássico Cyrano de Bergerac. O filme é estrelado por Shannon Purser da série Stranger Things.

Vamos lembrar um pouco de Cyrano de Bergerac, um romântico, que lutava contra o preconceito, covardia e o machismo. Ele se apaixonou por Roxane, uma linda garota, inteligente, mas com defeitos comuns encontrados em inúmeros adolescentes. Um jovem amigo de Bergerac, chamado Cristiano, também se apaixona por Roxane, mas ele não tem o dom da palavra para conquistar uma garota. Cyrano, diante da sua insegurança com as mulheres (e por ser bastante feio) resolve ajudar seu amigo a conquistar Roxane, a mulher que ama, através das palavras.

As semelhanças com o clássico francês no roteiro de Lindsey Beer são propositais. Isso não é um ato falho, muito pelo contrário, foi o que deixou o filme mais interessante. Uma versão moderna da comédia estrelada por Steve Martin e Daryl Hanna, Roxanne em 1987, para o público adolescente que já vinha embalado com A Barraca do Beijo, Set It Up e Para Todos os Garotos que Já Amei.

Sierra é aquela garota legal, mas fora dos padrões de beleza convencionais (para muitos). Seus pais são bem-sucedidos, o que atrapalha um pouco em relação a sua escolha vocacional. O pensamento de ser sempre uma sombra dos pais a incomoda. Seu grande e inseparável amigo Dan (RJ Cyler) é talvez seu único conforto na vida social.

Sierra Burgess tinha uma inimiga na escola, Verônica (Kristine Froseth). A bela e popular garota não perdia uma oportunidade para tentar humilhar Sierra, porém, ela sempre tirava de letra (a cena no banheiro foi ótima). Quando um atleta da escola chamado Jamey (Noah Centineo) tenta dar em cima de Verônica, ela (sem nenhum interesse no rapaz) passa o número do telefone de Sierra. A partir daí a história se torna interessante. Jamey inicia uma conversa por mensagens com Sierra – que se passa por Verônica – e acaba se apaixonando pela garota e vice-versa.

Gostei muito da trilha sonora usando som de sintetizadores, que deu uma sensação bem nostálgica dos anos 80. Existe o mesmo em relação ao figurino usado pelo elenco. Para aumentar ainda mais tudo isso, colocaram Alan Ruck (Curtindo a Vida Adoidado) e Lea Thompson (De Volta para o Futuro) como os pais de Sierra. Sensacional.

A maior surpresa no longa foi a trama para Verônica, a garota popular tem uma vida bem próxima da realidade e a atriz Kristine Froseth caminhou muito bem nessa estrada cheia de espinhos. O roteiro ainda lhe entregou bons momentos, aumentando o carisma pela personagem. Para cada um deles, aliás, foi entregue uma redenção na trama, por isso achei sólido e inteligente. Uma opinião pessoal: a semelhança entre Kristine e a atriz Margot Robbie é impressionante.

Sierra Burgess é uma Loser é um filme engraçado com uma mensagem interessante, onde uma adolescente entra em confronto com suas próprias inseguranças. Pode está longe de ser perfeito, mas é uma comédia agradável para assistir em um dia chuvoso acompanhado por pipoca e guaraná.

Sierra Burgess é uma Loser (2018) – Título original: Sierra Burgess Is a Loser. Dirigido por: Ian Samuels. No elenco: Shannon Purser, Kristine Froseth, Noah Centineo, RJ Cyler, Lea Thompson e Alan Ruck. EUA. Duração de 105 minutos. Disponível na Netflix.

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Sierra Burgess é uma Loser (2018)

Sierra Burgess é uma Loser (2018)

Por Nagib Salha.

A Netflix entrega mais uma comédia high school sólida com bons momentos e boas atuações. Uma mistura bem clara entre A Garota de Rosa Shocking (1986) e sua principal inspiração, o clássico Cyrano de Bergerac. O filme é estrelado por Shannon Purser da série Stranger Things.

Vamos lembrar um pouco de Cyrano de Bergerac, um romântico, que lutava contra o preconceito, covardia e o machismo. Ele se apaixonou por Roxane, uma linda garota, inteligente, mas com defeitos comuns encontrados em inúmeros adolescentes. Um jovem amigo de Bergerac, chamado Cristiano, também se apaixona por Roxane, mas ele não tem o dom da palavra para conquistar uma garota. Cyrano, diante da sua insegurança com as mulheres (e por ser bastante feio) resolve ajudar seu amigo a conquistar Roxane, a mulher que ama, através das palavras.

As semelhanças com o clássico francês no roteiro de Lindsey Beer são propositais. Isso não é um ato falho, muito pelo contrário, foi o que deixou o filme mais interessante. Uma versão moderna da comédia estrelada por Steve Martin e Daryl Hanna, Roxanne em 1987, para o público adolescente que já vinha embalado com A Barraca do Beijo, Set It Up e Para Todos os Garotos que Já Amei.

Sierra é aquela garota legal, mas fora dos padrões de beleza convencionais (para muitos). Seus pais são bem-sucedidos, o que atrapalha um pouco em relação a sua escolha vocacional. O pensamento de ser sempre uma sombra dos pais a incomoda. Seu grande e inseparável amigo Dan (RJ Cyler) é talvez seu único conforto na vida social.

Sierra Burgess tinha uma inimiga na escola, Verônica (Kristine Froseth). A bela e popular garota não perdia uma oportunidade para tentar humilhar Sierra, porém, ela sempre tirava de letra (a cena no banheiro foi ótima). Quando um atleta da escola chamado Jamey (Noah Centineo) tenta dar em cima de Verônica, ela (sem nenhum interesse no rapaz) passa o número do telefone de Sierra. A partir daí a história se torna interessante. Jamey inicia uma conversa por mensagens com Sierra – que se passa por Verônica – e acaba se apaixonando pela garota e vice-versa.

Gostei muito da trilha sonora usando som de sintetizadores, que deu uma sensação bem nostálgica dos anos 80. Existe o mesmo em relação ao figurino usado pelo elenco. Para aumentar ainda mais tudo isso, colocaram Alan Ruck (Curtindo a Vida Adoidado) e Lea Thompson (De Volta para o Futuro) como os pais de Sierra. Sensacional.

A maior surpresa no longa foi a trama para Verônica, a garota popular tem uma vida bem próxima da realidade e a atriz Kristine Froseth caminhou muito bem nessa estrada cheia de espinhos. O roteiro ainda lhe entregou bons momentos, aumentando o carisma pela personagem. Para cada um deles, aliás, foi entregue uma redenção na trama, por isso achei sólido e inteligente. Uma opinião pessoal: a semelhança entre Kristine e a atriz Margot Robbie é impressionante.

Sierra Burgess é uma Loser é um filme engraçado com uma mensagem interessante, onde uma adolescente entra em confronto com suas próprias inseguranças. Pode está longe de ser perfeito, mas é uma comédia agradável para assistir em um dia chuvoso acompanhado por pipoca e guaraná.

Sierra Burgess é uma Loser (2018) – Título original: Sierra Burgess Is a Loser. Dirigido por: Ian Samuels. No elenco: Shannon Purser, Kristine Froseth, Noah Centineo, RJ Cyler, Lea Thompson e Alan Ruck. EUA. Duração de 105 minutos. Disponível na Netflix.

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Para Todos os Garotos que Já Amei (2018)

Para Todos os Garotos que Já Amei (2018)

Por Nagib Salha

Temos uma comédia romântica adolescente original da Netflix, com trama simples, porém com características que a diferenciam de outras produções, onde os sentimentos estão bem próximos da realidade, sempre apresentados com bom humor e delicadeza. O relacionamento entre Peter (Noah Centineo) e Lara Jean (Lana Condor) é o combustível em Para Todos os Garotos que Já Amei, filme baseado no livro de Jenny Han.

Lara Jean tem apenas 16 anos e não tem um namorado. Na verdade, ela vive em um mundo de fantasia pelo lado amoroso, tudo isso amplificado pelos romances que costuma ler com certa frequência. Lara guarda em uma caixa, cinco cartas de amor para suas antigas paixões – mais precisamente, cinco garotos. Sua pequena irmã caçula Kitty (Anna Cathcart, brilhante) resolveu enviá-las para cada um deles. Isso acaba deixando a vida de Lara Jean de pernas para o ar. Nas cartas que chamam mais atenção, estão as que tem Josh Sanderson (Israel Broussard, A Morte te dá Parabéns), ex-namorado de sua irmã Margot (Janel Parrish, a Mona da série Pretty Little Liars) e Peter Kavinsky, ex-namorado de sua ex-melhor amiga Gen (Emilija Baranac). Diante da confusão causada, Lara e Peter fazem um acordo: devem fingir o namoro para benefícios próprios (lembrando levemente o sucesso dos anos 80 Namorada de Aluguel).

Para Todos os Garotos que Já Amei tem na sua essência certo tipo de realidade adolescente. A atriz Lana Condor consegue expressar muito bem as emoções de uma garota com 16 anos de idade. Ela é sem dúvidas o grande destaque da produção.

A trama entrega de forma doce a vida em família, principalmente quanto as perdas, e os sentimentos são levados em consideração em alguns bons momentos. Um deles é a preocupação da irmã mais velha quando sai de casa e transfere a responsabilidade para a próxima na sucessão. Com um pai viúvo e dedicado, a pequena Kitty não pode ser deixada de lado nos momentos em que a figura paterna estiver ausente. Esse relacionamento familiar sensacional também foi um dos pontos mais altos do longa.

Desenvolver uma personagem simples de forma plena foi um ato positivo. Os relacionamentos de Lara Jean com a família e os amigos, foram bem utilizados com tempo certo entre as interações. Essa atitude transformou os personagens em importantes peças do tabuleiro, de forma precisa, e nunca definidos somente pela personagem principal.

Não posso deixar de mencionar o ator veterano John Corbett (Casamento Grego, 2002), que nos entregou um personagem emocionante.  Outro destaque foi a ótima escolha da personagem central ter origem asiática. Um grande feito para as adolescentes que não se viram representadas como protagonistas em um filme do gênero.

A Netflix acertou este ano na maioria das suas escolhas. Para Todos os Garotos que Já Amei é um dos mais promissores do gênero. Na maioria das vezes, pode parecer tudo óbvio demais, porém, isso não diminui o entretenimento. Filme leve, interessante e divertido.

Para Todos os Garotos que Já Amei (2018) – Título original: To All the Boys I’ve Loved Before. Dirigido por Susan Johnson. No elenco: Lana Condor, Anna Cathcart, John Corbett, Janel Parrish, Noah Centineo, Israel Broussard, Trezzo Mahoro, Madeleine Arthur e Emilija Baranac. EUA. Duração de 99 minutos. Disponível na NETFLIX.

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Extinção (2018)

Extinção (2018)

Por Nagib Salha

Antes de falar sobre o novo Sci-Fi, Extinção (disponível na Netflix), vamos pensar naquilo que pode atrair nossa atenção para um filme ou série de TV. Falando por mim, o trailer é sempre o que mais chama atenção. Depois procuramos uma sinopse bem escrita para elevar um pouco a curiosidade. Também procuro verificar produtores, diretores, roteiristas e elenco (esse nem tanto, pois gosto de arriscar em novidades).

Diante disso, Extinção aponta para um filme surpreendente. Como assim? O trailer é interessante e a sinopse curiosa. Temos o diretor australiano Ben Young – que foi muito bem em sua estreia com Hounds of Love (2016) – e Eric Heisserer como roteirista (lembram do ótimo A Chegada, em 2016?). Daí partimos para o elenco: Michael Peña (Homem-Formiga e a Vespa), Lizzy Caplan (Cloverfield: Monstro, 2008), Mike Colter (da série Luke Cage) e Israel Broussard (do sucesso A Morte Te Dá Parabéns, 2017). Além disso, é um filme de ficção científica com invasão alienígena.

Michael Peña é Peter, pai e marido em um futuro desconhecido. Ele tem visões de invasões alienígenas e isso atrapalha seu sono, sua convivência familiar e suas obrigações profissionais. Sua esposa Alice (Lizzy Caplan) e suas duas filhas, Lucy (Lilly Aspell) e Hanna (Amelia Crouch) acabam sofrendo bastante com seus problemas. As visões (ou pesadelos) são recheados de violência, com pessoas inocentes sendo mortas por alienígenas; e edifícios destruídos. Um verdadeiro apocalipse.

Em pouco tempo, uma chuva de alienígenas começa a cair sobre a Terra. O objetivo fica claro: Extinção. Nenhum ser humano deve sobreviver. As visões de Peter tornam-se reais e o mundo inteiro está sob ataque. Para piorar ainda mais, soldados alienígenas são enviados para a aniquilação.

Infelizmente, a trama torna-se previsível rapidamente. Leva o ótimo elenco à uma atuação maçante. A premissa quando interessante, dentro de um roteiro bem amarrado, se mal executada, transforma o elenco – que seria o combustível – em pequenas peças de um motor. Temos uma história com princípio, meio e fim; sem deixar dúvidas no caminho, com um desfecho interessante. Entretanto, na maioria das vezes, a viagem por uma longa estrada vem a ser mais interessante do que o destino final.

De qualquer forma, é um filme com certa atitude, pouco divertido e com bons efeitos especiais. Deixou a desejar na criatividade. Extinção é apenas mais um filme de invasão com um último ato que nos faz reconsiderar a longa estrada percorrida, demonstrando uma possível eficiência (qualidade).

Extinção (2018) – Título original: Extinction. Dirigido por Ben Young. No elenco: Michael Peña, Lizzy Caplan, Mike Colter, Israel Broussard, Lilly Aspell e Amelia Crouch. EUA. Duração de 95 minutos. Disponível na Netflix.

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Extinção (2018)

Extinção (2018)

Por Nagib Salha

Antes de falar sobre o novo Sci-Fi, Extinção (disponível na Netflix), vamos pensar naquilo que pode atrair nossa atenção para um filme ou série de TV. Falando por mim, o trailer é sempre o que mais chama atenção. Depois procuramos uma sinopse bem escrita para elevar um pouco a curiosidade. Também procuro verificar produtores, diretores, roteiristas e elenco (esse nem tanto, pois gosto de arriscar em novidades).

Diante disso, Extinção aponta para um filme surpreendente. Como assim? O trailer é interessante e a sinopse curiosa. Temos o diretor australiano Ben Young – que foi muito bem em sua estreia com Hounds of Love (2016) – e Eric Heisserer como roteirista (lembram do ótimo A Chegada, em 2016?). Daí partimos para o elenco: Michael Peña (Homem-Formiga e a Vespa), Lizzy Caplan (Cloverfield: Monstro, 2008), Mike Colter (da série Luke Cage) e Israel Broussard (do sucesso A Morte Te Dá Parabéns, 2017). Além disso, é um filme de ficção científica com invasão alienígena.

Michael Peña é Peter, pai e marido em um futuro desconhecido. Ele tem visões de invasões alienígenas e isso atrapalha seu sono, sua convivência familiar e suas obrigações profissionais. Sua esposa Alice (Lizzy Caplan) e suas duas filhas, Lucy (Lilly Aspell) e Hanna (Amelia Crouch) acabam sofrendo bastante com seus problemas. As visões (ou pesadelos) são recheados de violência, com pessoas inocentes sendo mortas por alienígenas; e edifícios destruídos. Um verdadeiro apocalipse.

Em pouco tempo, uma chuva de alienígenas começa a cair sobre a Terra. O objetivo fica claro: Extinção. Nenhum ser humano deve sobreviver. As visões de Peter tornam-se reais e o mundo inteiro está sob ataque. Para piorar ainda mais, soldados alienígenas são enviados para a aniquilação.

Infelizmente, a trama torna-se previsível rapidamente. Leva o ótimo elenco à uma atuação maçante. A premissa quando interessante, dentro de um roteiro bem amarrado, se mal executada, transforma o elenco – que seria o combustível – em pequenas peças de um motor. Temos uma história com princípio, meio e fim; sem deixar dúvidas no caminho, com um desfecho interessante. Entretanto, na maioria das vezes, a viagem por uma longa estrada vem a ser mais interessante do que o destino final.

De qualquer forma, é um filme com certa atitude, pouco divertido e com bons efeitos especiais. Deixou a desejar na criatividade. Extinção é apenas mais um filme de invasão com um último ato que nos faz reconsiderar a longa estrada percorrida, demonstrando uma possível eficiência (qualidade).

Extinção (2018) – Título original: Extinction. Dirigido por Ben Young. No elenco: Michael Peña, Lizzy Caplan, Mike Colter, Israel Broussard, Lilly Aspell e Amelia Crouch. EUA. Duração de 95 minutos. Disponível na Netflix.

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Próxima Parada: Apocalipse (2018)

Próxima Parada: Apocalipse (2018)

Por Nagib Salha

O filme do diretor David M. Rosenthal, lançamento na Netflix, tem um início repleto de mistérios, com uma trama bastante sólida e curiosa, quase irresistível. Mas, parece que um terremoto em grande escala atinge o roteiro e tudo muda drasticamente.

Will (Theo James) e Sam (Kat Graham), o casal central da trama, estão planejando o casamento. Antes disso, Will deve pedir permissão ao pai da noiva, o ex-fuzileiro Tom (Forest Whitaker), num jantar na casa dos sogros em Chicago. Porém, nada sai como planejado. No outro dia, Will é acordado por um telefonema de Sam, mas durante a ligação falhas na rede de energia e telefonia acontecem e vários rumores sobre algo ruim acontecendo na costa oeste dos EUA começam a surgir. Desesperado, Will retorna a casa dos sogros e já os encontra preparados para ir em busca de Sam que está na cidade de Seattle. Então, a dupla Will e Tom, resolvem pegar a estrada em um Cadillac para salvá-la.

Os momentos iniciais são bem interessantes, banhados de um suspense realmente promissor. Quanto a dupla tenta atravessar uma barreira feita na estrada pelo exercito americano, um dos soldados se mostra apreensivo ao liberar passagem, a pedido de Tom, mostrando certo arrependimento em sua decisão. Aquilo me deixou realmente preocupado. Não saber o que estava acontecendo na realidade foi um passo importante para o desenvolvimento da trama.

Entretanto, quando Will e Tom, tentam levar na viagem a mecânica Ricki (Grace Dove), temos uma primeira falha. Para isso, Tom oferece 2000 dólares e argumentos bem difíceis de engolir naquela situação. Inacreditável uma mulher se convencer tão facilmente a entrar em um veículo com dois homens estranhos em uma viagem de aproximadamente 5 dias. Este foi um dos inúmeros momentos do roteiro que nos fizeram engolir de qualquer jeito.

Para amenizar falhas, Próxima Parada: Apocalipse nos entregou uma ótima fotografia e bons efeitos visuais no percurso dos protagonistas de Chicago até Seattle com algumas paradas em busca de combustível, água e outros alimentos. O elenco não parece à vontade, com exceção a Forest Whitaker, sempre brilhante e empenhando-se ao máximo independente do que tem em mãos. O ator Theo James, da franquia A Série Divergente, tem seus momentos, entretanto sem muito a oferecer. Grace Dove tem talento, mas um pequeno sopro apagou sua chama na trama.

Os momentos finais estavam forçados e perdidos. A interação entre os personagens, os diálogos, tudo virou um desastre. A impressão é de que o roteirista convenceu os produtores apenas mostrando os 30 minutos iniciais da trama e não tinha em mãos um roteiro pronto. Brooks McLaren (que está envolvido no próximo Rambo) não soube seguir com a trama e muito menos chegar a uma conclusão aceitável, provavelmente desistiu do filme.

Um “quase filme” foi entregue para a Netflix, que deveria ter um pouco mais de cautela em suas escolhas. Se você precisa de uma solução, respostas, ficará realmente decepcionado. Se quer apenas assistir um suspense de ficção científica com algumas cenas de ação interessantes, vai gostar. Porém, assista sem grandes expectativas.

Próxima Parada: Apocalipse (2018) – Título original: How It Ends. Dirigido por David M. Rosenthal. No elenco: Theo James, Forest Whitaker, Grace Dove, Kat Graham, Nicole Ari Parker e Kerry Bishé. Canadá/EUA. Duração de 113 minutos. Disponível na Netflix.

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Próxima Parada: Apocalipse (2018)

Próxima Parada: Apocalipse (2018)

Por Nagib Salha

O filme do diretor David M. Rosenthal, lançamento na Netflix, tem um início repleto de mistérios, com uma trama bastante sólida e curiosa, quase irresistível. Mas, parece que um terremoto em grande escala atinge o roteiro e tudo muda drasticamente.

Will (Theo James) e Sam (Kat Graham), o casal central da trama, estão planejando o casamento. Antes disso, Will deve pedir permissão ao pai da noiva, o ex-fuzileiro Tom (Forest Whitaker), num jantar na casa dos sogros em Chicago. Porém, nada sai como planejado. No outro dia, Will é acordado por um telefonema de Sam, mas durante a ligação falhas na rede de energia e telefonia acontecem e vários rumores sobre algo ruim acontecendo na costa oeste dos EUA começam a surgir. Desesperado, Will retorna a casa dos sogros e já os encontra preparados para ir em busca de Sam que está na cidade de Seattle. Então, a dupla Will e Tom, resolvem pegar a estrada em um Cadillac para salvá-la.

Os momentos iniciais são bem interessantes, banhados de um suspense realmente promissor. Quanto a dupla tenta atravessar uma barreira feita na estrada pelo exercito americano, um dos soldados se mostra apreensivo ao liberar passagem, a pedido de Tom, mostrando certo arrependimento em sua decisão. Aquilo me deixou realmente preocupado. Não saber o que estava acontecendo na realidade foi um passo importante para o desenvolvimento da trama.

Entretanto, quando Will e Tom, tentam levar na viagem a mecânica Ricki (Grace Dove), temos uma primeira falha. Para isso, Tom oferece 2000 dólares e argumentos bem difíceis de engolir naquela situação. Inacreditável uma mulher se convencer tão facilmente a entrar em um veículo com dois homens estranhos em uma viagem de aproximadamente 5 dias. Este foi um dos inúmeros momentos do roteiro que nos fizeram engolir de qualquer jeito.

Para amenizar falhas, Próxima Parada: Apocalipse nos entregou uma ótima fotografia e bons efeitos visuais no percurso dos protagonistas de Chicago até Seattle com algumas paradas em busca de combustível, água e outros alimentos. O elenco não parece à vontade, com exceção a Forest Whitaker, sempre brilhante e empenhando-se ao máximo independente do que tem em mãos. O ator Theo James, da franquia A Série Divergente, tem seus momentos, entretanto sem muito a oferecer. Grace Dove tem talento, mas um pequeno sopro apagou sua chama na trama.

Os momentos finais estavam forçados e perdidos. A interação entre os personagens, os diálogos, tudo virou um desastre. A impressão é de que o roteirista convenceu os produtores apenas mostrando os 30 minutos iniciais da trama e não tinha em mãos um roteiro pronto. Brooks McLaren (que está envolvido no próximo Rambo) não soube seguir com a trama e muito menos chegar a uma conclusão aceitável, provavelmente desistiu do filme.

Um “quase filme” foi entregue para a Netflix, que deveria ter um pouco mais de cautela em suas escolhas. Se você precisa de uma solução, respostas, ficará realmente decepcionado. Se quer apenas assistir um suspense de ficção científica com algumas cenas de ação interessantes, vai gostar. Porém, assista sem grandes expectativas.

Próxima Parada: Apocalipse (2018) – Título original: How It Ends. Dirigido por David M. Rosenthal. No elenco: Theo James, Forest Whitaker, Grace Dove, Kat Graham, Nicole Ari Parker e Kerry Bishé. Canadá/EUA. Duração de 113 minutos. Disponível na Netflix.

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Tau (2018)

Tau (2018)

Por Nagib Salha

A ficção científica (SciFi) é um gênero que sempre atrai minha atenção. Tau, o filme mais recente deste gênero na Netflix, chegou sem muito alarde, mas com a presença do vencedor do Oscar Gary Oldman no elenco. A presença do astro de O Destino de uma Nação (2017) conduz o filme ao limite mais alto, porém ainda distante de suas reais pretensões.

Gary Oldman interpreta Tau, uma inteligência artificial no filme escrito pela iniciante Noga Landau e dirigido pelo uruguaio Federico D’Alessandro, conhecido artista de animação (storyboard), principalmente por seus trabalhos nos filmes da Marvel. D’Alessandro foi bem em sua estreia como diretor, mesmo porque um artista de storyboard tem uma função quase semelhante a de um diretor de animação, por exemplo, quando cria as imagens para cada cena da história, incluindo posturas, cenários e reações. Provavelmente essas qualidades tenham transformado as reações e o visual de Tau (o programa) em algo tão interessante.

Maika Monroe é uma atriz muito talentosa – participou de um dos filmes de terror mais fantásticos que já assisti, Corrente do Mal (It Follows, 2014) – e aqui ela interpreta Julia, uma jovem sedutora e ladra raptada pelo cientista Alex (Ed Skrein). Julia é uma cobaia, forçada a participar de uma experiência relacionada a Inteligência Artificial. Enquanto Alex trabalha contra o tempo para concluir seu programa, Tau (um protótipo de I.A. menos avançado) realiza os testes com Julia. Em determinado momento, Tau se torna um guardião da cobaia.

A casa, protegida por Tau e comandada por Alex, funciona como uma prisão e laboratório ao mesmo tempo. Um androide assassino chamado Ares é acionado em possíveis fugas e seu ataque é sempre brutal. O ambiente, sempre limpo (pequenos drones fazem o papel de faxineiros), é claustrofóbico e entediante. Dentro da casa, Julia forma um vínculo emocional com Tau, inserindo novos conhecimentos e tentadoras possibilidades, o que pode abalar a relação entre criatura e criador.

Maika Monroe foi traída em determinados momentos pelo roteiro da iniciante Noga Landau. Julia é apenas uma mulher sozinha e miserável, que usa a sedução para roubar e sobreviver. Quando é sequestrada, transforma-se em uma mulher talentosa e inteligente, com habilidades até então desconhecidas. Poderia ser mais real. Ainda assim, Maika é bastante eficaz ao lado de Gary Oldman e bem distante de Ed Skrein (o vilão Ajax de Deadpool, 2006). Oldman retrata um programa ingênuo em relação a tudo o que acontece fora da casa de forma delicada, o que torna Tau compreensivo em seus melhores momentos, principalmente quando desafia as ordens de seu criador.

Tau tem suas qualidades e, longe de suas pretensões, o thriller fica próximo de um home-vídeo agradável que funciona (até certo ponto) e se torna audacioso, quando tenta inovar um tipo de trama clássica de Criatura x Criador.

Tau (2018). Dirigido por Federico D’Alessandro. No elenco: Maika Monroe, Gary Oldman, Ed Skrein, Paul Leonard Murray, Dragoljub Ljubicic e Irene Chiengue Chiendjo. EUA. Duração de 97 minutos. Disponível na Netflix.

 

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Tau (2018)

Tau (2018)

Por Nagib Salha

A ficção científica (SciFi) é um gênero que sempre atrai minha atenção. Tau, o filme mais recente deste gênero na Netflix, chegou sem muito alarde, mas com a presença do vencedor do Oscar Gary Oldman no elenco. A presença do astro de O Destino de uma Nação (2017) conduz o filme ao limite mais alto, porém ainda distante de suas reais pretensões.

Gary Oldman interpreta Tau, uma inteligência artificial no filme escrito pela iniciante Noga Landau e dirigido pelo uruguaio Federico D’Alessandro, conhecido artista de animação (storyboard), principalmente por seus trabalhos nos filmes da Marvel. D’Alessandro foi bem em sua estreia como diretor, mesmo porque um artista de storyboard tem uma função quase semelhante a de um diretor de animação, por exemplo, quando cria as imagens para cada cena da história, incluindo posturas, cenários e reações. Provavelmente essas qualidades tenham transformado as reações e o visual de Tau (o programa) em algo tão interessante.

Maika Monroe é uma atriz muito talentosa – participou de um dos filmes de terror mais fantásticos que já assisti, Corrente do Mal (It Follows, 2014) – e aqui ela interpreta Julia, uma jovem sedutora e ladra raptada pelo cientista Alex (Ed Skrein). Julia é uma cobaia, forçada a participar de uma experiência relacionada a Inteligência Artificial. Enquanto Alex trabalha contra o tempo para concluir seu programa, Tau (um protótipo de I.A. menos avançado) realiza os testes com Julia. Em determinado momento, Tau se torna um guardião da cobaia.

A casa, protegida por Tau e comandada por Alex, funciona como uma prisão e laboratório ao mesmo tempo. Um androide assassino chamado Ares é acionado em possíveis fugas e seu ataque é sempre brutal. O ambiente, sempre limpo (pequenos drones fazem o papel de faxineiros), é claustrofóbico e entediante. Dentro da casa, Julia forma um vínculo emocional com Tau, inserindo novos conhecimentos e tentadoras possibilidades, o que pode abalar a relação entre criatura e criador.

Maika Monroe foi traída em determinados momentos pelo roteiro da iniciante Noga Landau. Julia é apenas uma mulher sozinha e miserável, que usa a sedução para roubar e sobreviver. Quando é sequestrada, transforma-se em uma mulher talentosa e inteligente, com habilidades até então desconhecidas. Poderia ser mais real. Ainda assim, Maika é bastante eficaz ao lado de Gary Oldman e bem distante de Ed Skrein (o vilão Ajax de Deadpool, 2006). Oldman retrata um programa ingênuo em relação a tudo o que acontece fora da casa de forma delicada, o que torna Tau compreensivo em seus melhores momentos, principalmente quando desafia as ordens de seu criador.

Tau tem suas qualidades e, longe de suas pretensões, o thriller fica próximo de um home-vídeo agradável que funciona (até certo ponto) e se torna audacioso, quando tenta inovar um tipo de trama clássica de Criatura x Criador.

Tau (2018). Dirigido por Federico D’Alessandro. No elenco: Maika Monroe, Gary Oldman, Ed Skrein, Paul Leonard Murray, Dragoljub Ljubicic e Irene Chiengue Chiendjo. EUA. Duração de 97 minutos. Disponível na Netflix.

 

 

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