A Barraca do Beijo (2018)

Por Nagib Salha

O filme de Vince Marcello, adaptado do romance (homônimo) de Beth Reekles, é uma combinação de grandes sucessos dos anos 80, porém com uma história de amor moderna. O grande destaque de A Barraca do Beijo está no elenco. Filmes onde a trama se passa no ensino médio tem sempre os mesmos elementos, entretanto, Vince Marcello soube exatamente o que deixar em primeiro plano.

Atletas valentões contra nerds, o cara estranho que deseja a gata da escola, ou a garota feia que se torna linda, aquele rebelde que desafia o bullying, tudo isso é comum em filmes assim. Entrei nesse barco mais pela nostalgia do que pela pescaria. Ficou fácil perceber que o diretor não quis correr muitos riscos, mas acabou nos mostrando algo um pouco diferente, alguma novidade.

Dois amigos de infância Elle (Joey King) e Lee (Joel Courtney), são vizinhos e praticamente fazem tudo juntos; e para que esta amizade nunca se desfaça, eles criam uma lista de regras que devem ser seguidas à risca. Até que uma dessas regras corre um sério perigo de ser quebrada: a número 9. Um não deve se apaixonar por qualquer parente do outro. O grande problema é que o irmão mais velho de Lee, Noah (Jacob Elordi) é um atleta que atrai os olhares de todas as garotas da escola, inclusive de Shelly (Elle).

Lee e Elle tentam a todo custo montar uma Barraca do Beijo em um dos eventos da escola. Porém, para atrair os outros alunos, eles precisam convencer Noah e as três gatas populares comandadas por Mia (Jessica Sutton) para serem as principais atrações da barraca. Momentos realmente engraçados acontecem durante isso, mas é quando Elle resolve participar, convencida pelas populares, que tudo muda e sua amizade com Lee fica em xeque.

A Barraca do Beijo é um bom filme do gênero, um tipo de conto de fadas com seus exageros, mas aceitáveis. Pode ter como base um tipo de trama genérico, porém que nunca estará batido. Joey King está em minha memória desde Batman: O Cavaleiro das Trevas Ressurge (2012) quando interpretou a pequena Miranda, filha de Ra’s Al Ghul, protegida do Bane na fuga da prisão. Lembro também de sua atuação no ótimo terror Invocação do Mal (2013), em que interpretou a pequena Christine. Ela está ótima como Elle, apesar de alguns momentos extravagantes, e ficou muito bem ao lado do ator Joel Courtney, que interpretou o garoto Joe Lamb no filme Super 8 (2011), de J. J. Abrams. Já o ator Jacob Elordi está mais para um novo Sylvester Stallone, onde poderia facilmente protagonizar um reboot de Rambo.

A maior surpresa no elenco ficou com a participação de Molly Ringwald como a mãe de Shelly. Sempre bom rever a atriz que me encantou nos anos 80 com grandes sucessos como: A Garota de Rosa-Shocking (1986) e Clube dos Cinco (1985). Ela pode ser vista também na série Riverdale disponível também na Netflix.

A Barraca do Beijo certamente não arriscou muito, mas o resultado foi satisfatório. Sem dúvida, alguns adolescentes vão enxergar semelhanças em alguns dos personagens, e vão adorar por ser engraçado, doce e envolvente. Um filme divertido com ótima trilha. Vale a pena.

A Barraca do Beijo (2018) – Título original: The Kissing Booth. Escrito e dirigido por Vince Marcello. No elenco: Joey King, Joel Courtney, Jacob Elordi, Molly Ringwald e Jessica Sutton. Reino Unido. Duração de 105 minutos. Disponível na Netflix.