A Babá (2017)

A Babá (2017)

A Babá (The Babysitter), filme original Netflix, é uma comédia de horror no melhor estilo dos clássicos da década de 80. No filme, o protagonista se chama Cole (Judah Lewis), um garoto que sofre bullying na escola, chamado de “maricas” o tempo inteiro e as vezes sofrendo algumas agressões físicas. Seus pais não têm a menor noção de como ajudá-lo em relação a isso. Por este motivo, resta ao jovem Cole contar apenas com duas pessoas: a melhor amiga e vizinha Melanie (Emily Alyn Lind) e sua belíssima babá Bee (Samara Weaving) com quem vive seus melhores momentos desde criança. Por já ser um adolescente, Cole começa a despertar uma certa paixão por Bee. Certa noite, quando seus pais resolveram viajar, a babá foi chamada mais uma vez e, encorajado por Melanie sobre o que as babás fazem enquanto as crianças dormem, Cole resolve espionar Bee na madrugada. Achando que iria assistir uma orgia entre alguns jovens e sua babá, ele acaba presenciando uma espécie de ritual satânico com o assassinato de um deles diante de seus olhos. Mas, isso não é o pior. Bee acabada descobrindo que Cole não estava dormindo e, agora como testemunha do crime, ele deve morrer.

O longa tem público específico, exatamente por ser um filme de comédia com terror sem sustos, bastante gore (sangue jorrando para todo lado), bem distante daquele terror moderno que assusta sem derramar uma única gota de sangue; psicológico ou paranormal. O filme foi bem executado apesar das falhas no roteiro. McG, que dirigiu As Panteras (2000) e O Exterminador do Futuro: A Salvação (2009), retorna em boa forma com uma direção clássica, divertida e explosiva. Fácil de perceber que pouco foram os recursos, mas muito foi realizado.

Nota máxima para a escolha do elenco. Judah Lewis, Emily Alyn Lind e Samara Weaving são os destaques. A produção fez ótima escolhas. Robbie Amell (Deathstorm da série Flash) ficou muito bem como o atleta playboy psicopata Max, que num momento tenso do filme tentou passar alguns conselhos comportando-se com um irmão mais velho de Cole. Bella Thorne, perfeita e roubando a cena como sempre, no papel da líder de torcida Allison. Hana Mae Lee, muito conhecida pelo seu papel em A Escolha Perfeita (2012), interpreta a assustadora Sonya. E, por último, Andrew Bachelor como o mais hilário dos psicopatas, John.

Samara Weaving me impressionou bastante no papel da babá Bee. Confesso que não conhecia a atriz que está no elenco do elogiado Três Anúncios Para um Crime (2017), longa que será lançado no Brasil em janeiro do próximo ano. Além de ser belíssima, é incrivelmente talentosa. Seu relacionamento com Judah Lewis foi uma atração à parte. A pequena Emily Alyn Lind, que fez o papel da jovem Amanda Clarke na série de TV Revenge também chamou minha atenção. A trilha sonora nos trouxe grandes clássicos, como We Are The Champions (Queen), sempre com timing perfeito. Em geral, se você tem uma hora e meia livre e está procurando uma comédia de horror gore, A Babá é a melhor escolha no Netflix.

A Babá (2017). Título original: The Babysitter. Dirigido por McG. No elenco: Judah Lewis, Samara Weaving, Emily Alyn Lind, Bella Thorne, Robbie Amell, Hana Mae Lee, Andrew Bachelor, Ken Marino e Leslie Bibb. EUA. Duração de 85 minutos.

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Liga da Justiça

Liga da Justiça

Liga da Justiça

Por Nagib Salha

Este ano teremos mais um filme esperado do Universo da DC/Warner. Depois de Homem de Aço, Batman v Superman, Esquadrão Suicida e Mulher Maravilha, chegou a vez do promissor “Liga da Justiça”.

É impossível não fazer comparações com o Universo da Marvel muito bem sucedido. A DC tem uma abordagem diferente, mais segura nas mãos dos fãs do que nas mãos dos críticos. Apesar de todo o sucesso da espetacular “Mulher-Maravilha”, que finalmente conseguiu sossego nos braços da crítica, a DC/Warner espera fechar com chave de ouro o primeiro ciclo que iniciou com “Homem de Aço” em 2013. A vantagem da Marvel em relação aos Vingadores é que, até esse ponto, todos os seus filmes foram bem recebidos por fãs e críticos. A Liga da Justiça não tem realmente esse luxo. Em vez disso, eles estão saindo de dois filmes negativamente recebidos, filmes com espectadores divididos mas com bilheterias impressionantes.

Existe aí uma estrada longa para compensar o que foi mal visto no cinema e o filme entrará em cartaz com a obrigação de se tornar um dos maiores sucessos da Warner. Uma coisa não podemos negar, os fãs da DC estão apostando tudo e mais um pouco nisso. Não podemos negar que o Batman do Ben Afleck é sensacional e a Gal Gadot não é uma atriz que interpretou a Mulher Maravilha, ela é definitivamente A Mulher Maravilha.

E foi exatamente Gal Gadot que tranquilizou os fãs em uma declaração. Em uma entrevista para a revista Rolling Stone, onde será destaque na edição de setembro, Gal Gadot que tranquilizou os fãs ao falar sobre as refilmagens de ”Liga da Justiça”. Mostrando confiança em Joss Whedon, que assumiu a produção após Zack Snyder pedir licença devido a um acontecimento trágico em sua família.

Veja bem, pelo que sei, Joss foi escolha do próprio Zack para finalizar o filme. E o tom não pode ser completamente alterado porque tudo já foi feito. Joss está apenas ‘polindo’ o corte final.

Alguns sites já revelaram que Ciborgue será o personagem responsável por maior parte dessas mudanças ao longo das refilmagens. A Warner considerou que sua história estava muito sombria.

Bruce Wayne e Diana Prince agora têm um inimigo ainda maior. Juntos, Batman e Mulher-Maravilha recrutam um time de meta-humanos para formar a Liga da Justiça com Aquaman, Cyborg e Flash. Liga da Justiça chega aos cinemas em 16 de novembro no Brasil, com direção de Zack Snyder. O elenco tem Henry Cavill (Superman), Ben Affleck (Batman), Gal Gadot (Mulher-Maravilha), Ezra Miller (Flash), Jason Momoa (Aquaman), Ray Fisher (Ciborgue), Ciaran Hinds (Lobo da Estepe) e outros gigantes no elenco.

Confira o trailer abaixo e tire suas conclusões.

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