Vencedores do Oscar 2018

Oscar 2018 – 90ª Edição

Com quatro Oscars, incluindo Melhor Filme e Melhor Diretor, para Guillermo del Toro, A Forma da Água foi o grande vencedor da 90ª Edição do Oscar neste domingo (4). O longa ficou ainda com os prêmios de Melhor Trilha Sonora e Melhor Design de Produção. A cerimônia, no Dolby Theater, em Hollywood, foi apresentada por Jimmy Kimmel mais uma vez.

Veja abaixo os ganhadores do Oscar 2018:

Melhor Filme

A Forma da Água

Melhor Diretor

Guillermo del Toro (A Forma da Água)

Melhor Ator

Gary Oldman (O Destino de Uma Nação)

Melhor Atriz

Frances McDormand (Três Anúncios Para Um Crime)

Melhor Roteiro Adaptado

Me Chame Pelo Seu Nome (James Ivory)

Melhor Roteiro Original

Corra! (Jordan Peele)

Melhor Ator Coadjuvante

Sam Rockwell (Três Anúncios Para Um Crime)

Melhor atriz coadjuvante

Allison Janney (Eu, Tonya)

Melhor Filme em Língua Estrangeira

Uma Mulher Fantástica (Chile)

Melhor Design de Produção

A Forma da Água

Melhor Fotografia

Blade Runner 2049 (Roger Deakins)

Melhor Figurino

Trama Fantasma

Melhor Canção

Remember me (Viva – A Vida é uma Festa)

Melhor Edição

Dunkirk

Melhor Mixagem de Som

Dunkirk

Melhor Edição de Som

Dunkirk

Melhor Animação

Viva: A Vida é uma Festa

Melhor Curta de Animação

Dear Basketball

Melhor curta

The silent child

Melhor Trilha Sonora

A Forma da Água

Melhor documentário

Ícaro

Melhor documentário em curta-metragem

Heaven is a traffic jam on the 405

Melhor maquiagem e cabelo

O Destino de Uma Nação

Melhores efeitos visuais

Blade Runner 2049

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Trama Fantasma (2017)

Trama Fantasma (2017)

Por Nagib Salha

Paul Thomas Anderson entregou dessa vez, na possível aposentadoria do astro Daniel Day Lewis, um filme com uma trama cansativa e duvidosa. Mas, independentemente do caminhar lento e drama magro, a atuação de Lewis foi rica em detalhes e compacta ao mesmo tempo. A produção até se saiu bem em quase todos os níveis; personagens, figurinos, humor e trilha sonora, por exemplo. É um filme para ser visto…

Conhecemos a história do renomado estilista Reynolds Woodcock (Daniel Day-Lewis), que vive e trabalha com sua irmã Cyril (Lesley Manville) vestindo celebridades e a realeza britânica. Mas, sua vida muda completamente quando ele conhece a garçonete Alma (Vicky Krieps), que vira sua musa inspiradora e amante. Cyril é uma irmã protetora e possessiva com personalidade curiosa. Entretanto, é uma parceira para Reynolds, um homem de 50 anos com gênio difícil e até certo ponto infantil.

Sua total devoção ao trabalho o transforma em um ser insensível. Tudo parece mudar em uma pequena viagem, quando Reynolds encontra Alma. Percebemos que não se trata de uma garota dentro dos seus padrões de escolha e por este motivo atrai sua atenção. Com seu jeito desleixado não esconde a beleza, realmente encantadora. Ela também se impressiona com o estilista. É tocada com facilidade apenas por seu olhar e sorriso.

A introdução de Daniel Day-Lewis por Paul Thomas Anderson foi interessante, em seu quarto vestindo um elegante terno, o cuidado com a gravata, maquiagem e meias. Talvez, a intenção era gerar dúvida sobre uma possível homossexualidade do personagem. Cada um que tire suas conclusões. Sabemos que até 1967, nos domínios Britânicos, homossexualismo era crime. Relacionamentos por aparência (conveniência) eram comuns. O diretor e escritor deixou muitas dúvidas, além de criar uma batalha psicológica entre duas mentes distintas com uma arbitragem parcial (Cyril). Ele, um filhinho da mamãe que não suporta surpresas, preso em uma rotina fria e egoísta. Ela, um modelo da paciência que se recusa a aceitar mais do mesmo. Alma tem personalidade própria, mas sabe trocar de pele para obter o que deseja e faz de tudo (tudo mesmo) para isso. Reynolds é ridículo e indelicado com as pessoas mais íntimas, totalmente imerso em suas obras, trata bem apenas seus estúpidos clientes. Entretanto, Alma descobre uma forma bem estranha de “dobrá-lo”.

Observe como Reynolds se entrega de forma silenciosa quando Alma decide ir à Festa de Ano Novo sozinha. Daniel Day-Lewis conseguiu de forma sensacional expressar dúvida, raiva, calma, medo e arrependimento de uma única vez. Fiquei realmente impressionado. A própria perfeição da arte de interpretar. A atriz Lesley Manville também estava ótima, mas foi Vicky Krieps que realmente me conquistou. Paul Thomas Anderson pode não ter aqui seu melhor filme, mas o elenco foi fabuloso.

Não posso falar que gostei do longa, mas isso não significa que ele é ruim. A trilha sonora estava maravilhosa ao som de um piano; o figurino, a direção de arte e fotografia além das atuações acabaram me chamando mais a atenção do que a própria história que me pareceu ser uma tentativa falha de unir clássicos de Robert Altman e Alfred Hitchcock. É certo que Trama Fantasma ganhou mais atenção por ser a despedida de Daniel Day-Lewis. Como disse no início, é um filme para ser visto… mas, não revisto.

Trama Fantasma (2017) – Título original: Phantom Thread. Escrito e dirigido por Paul Thomas Anderson. No elenco: Daniel Day-Lewis, Lesley Manville, Vicky Krieps, Sue Clark e Joan Brown. EUA. Duração de 130 minutos.

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